Tá virando um manifesto esse blog. Depois de "Pelo direito de reclamar", veio aí "Pelo direito de descansar".
Estou eu, agora, em pleno horário comercial, sentada no sofá escrevendo esse post. De atestado, porque o covid resolveu me pegar em pleno 2024. E cá estou eu me culpando, porque o atestado diz "repouso", mas eu não sei o que é isso já faz um tempo. Os três primeiros dias foram os piores, no final de semana consegui descansar, mas na segunda o sentimento de eu deveria estar fazendo alguma coisa veio com tudo.
Não é meio complicado isso de estar em casa sendo paga para não fazer absolutamente nada? Não dá a sensação de estar fazendo algo de errado? Queria muito aproveitar esses dias para agilizar algo da mudança - que está planejada para meados de abril - mas não consigo fazer muita coisa. Eu faço uma coisinha e paro pra descansar. Hoje falei pra psicóloga que quando eu deito, a sensação é de como se eu tivesse passado o dia inteiro trabalhando na rua, como se eu tivesse feito muita coisa. E na verdade meu corpo tá trabalhando à beça, né? Ô virusinho sacana esse.
A questão é que a mente não relaxa. Estou aqui pensando em todas as tarefas que eu deveria estar fazendo, ao mesmo tempo em que tento me conscientizar de que não estou parada por preguiça, mas por questões de sáude.
Como que faz pra parar de se cobrar? Onde a gente aperta pra desligar?
Acabei de trocar o café que tinha requentado por um chá de limão com gengibre e própolis, porque estou sentindo minha garganta arranhar, assim como senti no início, e estou com medo de ter uma recaída. O segundo episódio de Doces Magnólias tá pausado na tevê enquanto eu mexo o chá esperando ele esfriar um pouco e eu me permitir voltar a sossegar. Sábado tenho compromisso na minha mãe, uma lista de tarefas da mudança pra dar check e um trabalho pra voltar na segunda. Vou tentar descansar enquanto posso, mas se tiver alguma dica de como relaxar, estou aceitando :)